terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Não era pra ser
Eu fiquei tão sem espaço que procurar por mim vem sendo tão constragendor, não sei por onde começar.
Na verdade eu até sei, mas se desapegar é encarar a morte da esperança, admitir o fracasso. Eu nunca consegui escrever sinceramente sobre isso, nunca. Mas, acho que chegou a hora de dar solidez a esse sentimento, essa saudade, essas horas sem dormir, esse choro abafado que vez ou outra vem sem marcar hora. Não adianta mais questionar o que foi feito de errado, quem foi culpado, quem se perdeu, as respostas morreram quando as mãos se soltaram. Sobrou o que sobra de quem fica, muitos estilhaços.
Na verdade eu até sei, mas se desapegar é encarar a morte da esperança, admitir o fracasso. Eu nunca consegui escrever sinceramente sobre isso, nunca. Mas, acho que chegou a hora de dar solidez a esse sentimento, essa saudade, essas horas sem dormir, esse choro abafado que vez ou outra vem sem marcar hora. Não adianta mais questionar o que foi feito de errado, quem foi culpado, quem se perdeu, as respostas morreram quando as mãos se soltaram. Sobrou o que sobra de quem fica, muitos estilhaços.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Chega de aturar, eu quero amar.
"Ser de verdade pode até chegar a ferir os outros, mas chega uma hora que ser de mentira fere a gente."
sábado, 28 de janeiro de 2012
Caio Fernando de Abreu.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Ternura, V. de Moraes
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
... Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
... Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
"Liberdade"
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
(sophia de mello breyner andresen)
Invadiu
Um desconforto que me encontra pelo caminho, uma ausência de criação que rouba silenciosamente as minhas palavras e que por mais que eu me esconda, insiste em me achar.
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